A maioria dos
casos de diabetes Neonatal, sendo monogênica (leia "Diabetes Monogênica"), se dá pela mutação do gene KCNJ11
que regula os canais sensitivos de potássio-ATP (K-ATP) que se expressam na
superfície das células betas do pâncreas controlando a liberação de insulina. O
canal funciona da seguinte forma:
A liberação de
potássio (K⁺) pelo canal é
dependente de ATP, com o baixo consumo de glicose ocorrerá uma baixa na
produção desses ATP na respiração celular, ou seja, uma maior relação de
ATP/ADP no citoplasma o que ocasiona no fechamento desse canal e
consequentemente a despolarização da membrana celular. Ela permite que o canal
por onde ocorre a entrada de cálcio (Ca²⁺)
se abra e o aumento desse cálcio dentro do citoplasma estimula a secreção da insulina. A mutação
desse gene faz com que esses canais de potássio permaneçam abertos, independente da
produção de ATP e impedem a secreção da insulina.
Com ocorrência
nos primeiros 6 meses de vida (após esse período a causa mais comum dos
sintomas é a Diabetes Melito tipo 1), a Neonatal é uma variação rara da diabetes e atinge cerca de 1
em 500.000 recém nascidos, sendo que seus principais sintomas são desidratação,
hiperglicemia, acidose metabólica e cetonúria ausente ou leve.
A diabetes
Neonatal pode ser classificada de duas formas: transitória o caso mais comum,
se dá quando após alguns meses de tratamento ocorre a remissão da doença, mas seu retorno na fase
adulta é quase sempre certo, e a permanente.
No tratamento da
doença é usada insulina, mas estudos feitos recentemente mostram que o uso de
sulfonilurea ocasiona no fechamento dos canais de potássio, independente do
ATP, o que resulta na liberação da insulina.
Um médico
chamado Hattersleys com o objetivo de avaliar os efeitos desse medicamento,
usou como tratamento para diabetes em 49 pacientes, entre 3 meses e 36 anos de
idade, a sulfonilurea. Seu estudo mostrou que desses, 44 foram capazes de
continuar o tratamento sem o uso de insulina.
Natália Araújo Alves
Referências:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302008000200005
http://www.saudeemmovimento.com.br/revista/artigos/diabetes_clinica/v5n2_neonatal.pdf
https://www.diabetes.org.uk/Guide-to-diabetes/What-is-diabetes/Other-types-of-diabetes/Neonatal-diabetes/
http://www.niddk.nih.gov/health-information/health-topics/Diabetes/monogenic-forms-diabetes-neonatal-diabetes-mellitus-maturity-onset-diabetes-young/Pages/index.aspx
Referências:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302008000200005
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https://www.diabetes.org.uk/Guide-to-diabetes/What-is-diabetes/Other-types-of-diabetes/Neonatal-diabetes/
http://www.niddk.nih.gov/health-information/health-topics/Diabetes/monogenic-forms-diabetes-neonatal-diabetes-mellitus-maturity-onset-diabetes-young/Pages/index.aspx

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