domingo, 29 de novembro de 2015

A negligência e o seu preço

O tempo, é uma das coisas que faz com que nos preocupemos menos com as pessoas ao nosso redor e conosco. A vida é muito corrida, se você perde tempo, é capaz de estar perdendo dinheiro ou uma oportunidade única, porém, por mais que a vida seja corrida, precisamos dar uma atenção a mais para a nossa saúde, principalmente, quando não nos preocupamos com problemas conhecidos ou com os avisos do corpo.
Neste post descreverei como a negligência da diabetes afeta não só o brasileiro, mas, o mundo também. A entrevista a seguir, publicada pela BBC, com algumas modificações, conta o relato da jovem que ficou cega em menos de 12 por conta de indisciplina com a saúde.
Leonie Watson, britânica, diagnosticada com diabetes tipo 1 quando ainda era criança, foi informada, na época, sobre o quanto poderia comer e sobre as injeções de insulina.
"Quando fiquei um pouco mais velha perguntei ao meu pediatra por que tinha que ser deste jeito, se eu não poderia calcular o quanto de comida iria comer, medir a glicose do meu sangue e então calcular a dose de insulina sozinha. A partir deste dia não sei se ele realmente deixou eu fazer isto ou se meu subconsciente adicionou uma memória baseada na resposta dele, mas não importa. Aquele foi o momento em que a rebelião começou", contou Watson à BBC.
Durante a adolescência, Leonie descobriu que poderia deixar de tomar uma das injeções de insulina sem grandes consequências, (não recomendado, visto que, quando se deixa de fazer o tratamento, a doença pode se transformar em uma bola de neve e causar problemas mais graves.), parando também de monitorar o nível de glicose no sangue e deixando de ir ao médico para os check-ups anuais.
  "Nos meus anos de estudante eu me esbaldei. Fumei, dancei, fui à farra e continuei ignorando o fato de que era diabética", disse.
Os anos de 1999 e 2000 foram os anos em que Watson perdeu a visão.
"Quando o século estava terminando, eu estava trabalhando na indústria de tecnologia como desenvolvedora web. Era a época do boom do setor de dotcom e todo mundo estava se divertindo. (...) ... Muitas festas insanas (...) saíamos dos clubes às seis da manhã e dirigíamos para Glastonbury só para ver o sol nascer."
Em um dia, após uma das festas insanas, Leonie acordou com um risco vermelho em sua visão, pensando que seria problema advindo da noitada, resolveu esperar. Após alguns dias, consultou um oculista, que a encaminhou para um hospital oftalmológico para exames mais detalhados.
"Quando a diabetes não é controlada por um tempo causa uma série de problemas que não são vistos. Quando você come alguma coisa, o nível de açúcar no sangue aumenta e seu corpo produz insulina para converter aquela glicose em energia. Se não houver insulina o bastante disponível, então as células do corpo não recebem energia, elas começam a morrer e o excesso de glicose continua preso em sua corrente sanguínea", explicou Watson.
O que ocorreu com ela foi a retinopatia diabética, citada no post sobre doenças vasculares. Nessa adversidade ocorre a permeabilização dos vasos sanguíneos que alimentam a retina, com esta permeabilização, ocorre uma hemorragia dentro do olho, ocasionando assim o risco vermelho em sua vista.
Em uma de suas passagens na entrevista, Leonie comentou que ninguém havia comentado com ela sobre os efeitos da retinopatia, apenas que poderia haver uma deterioração progressiva.
"Lembro do dia em que me dei conta do quanto minha visão estava piorando, foi um dia de primavera no ano 2000. Estava descendo as escadas em casa quando entendi subitamente, como se tivesse sido atingida por um raio: eu ia ficar cega. Com absoluta certeza eu sabia que perderia minha visão e poderia apenas culpar a mim mesma. Sentei na escada e desabei, chorei como criança."
Após um tempo, a visão foi piorando e Watson precisou largar o trabalho. Sendo assim, precisou ficar em casa, e ai começaram a aparecer os sintomas da depressão, onde ficava irritada por não conseguir fazer tarefas simples e raiva, pois ficava fora de controle e atirando coisas nas pessoas que amava apenas pelo fato de estarem próximas a ela.
"Quase no fim daquele ano, um pouco antes do Natal, o resto da minha visão foi embora. Quando penso nisto agora, parece que fui para a cama uma noite percebendo uma pequena mancha vermelha na parte mais distante da minha visão (a luz de standby da televisão do quarto) então acordei na manhã seguinte sem mais nada."
Watson afirma que as pessoas pensam que a cegueira completa é como fechar os olhos ou ficar em um quarto escuro.
"Não é assim de jeito nenhum. É uma completa ausência de luz, não é preto ou qualquer outra cor que eu possa descrever."
Atualmente, Watson, após 15 anos do ocorrido, consegue viver uma vida quase normal, trabalhando e colaborando com pessoas que ela pode chamar de amigas.
"A vida continuou, como a vida costuma fazer. Comemorei meu 40º aniversário no ano passado - talvez tenha sido isto que me levou a pensar e compartilhar minha história", contou ela em seu site pessoal.

Texto na integra disponível em: <http://www.bbc.com/news/disability-34847776> Acesso dia 26, Nov.2015.
Entrevista em português disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/11/negligenciei-a-diabetes-e-fiquei-cega-por-minha-propria-culpa.html>

Autor: Rildo Gabriel R.Farias

Sistema Imunológico, porque é tão debilitado no diabético?

        Parte das pessoas sabem que quantitades altas de açúcar no sangue fazem mal a saúde e causam adversidades no organismo. Os diabéticos possuem facilidade para desenvolver infecções, sejam elas fúngicas ou bacterianas, além das infecções mais comuns, como gripe e condições inflamatórias. 
Mas, por que isso acontece? Finalmente descobriu-se a resposta para este enigma.
A partir de uma pesquisa efetuada pela Universidade de Warwick, descobriu-se que a glicose pode tornar as bacterias que entram no corpo do invíduo invisíveis ao organismo. Isso acaba ocorrendo porque as bactérias e os fungos revestem-se com açúcares que possuem semelhante estrutura a glicose, o que dificulta a identificação dos invasores pelas células combatentes.
Infelizmente os problemas não param ai, além de debilitar a identificação de invasores, a alta taxa de glicose também prejudica a realização de processos químicas que deveriam combater a infecção.
Abaixo um esquema que promove o entendimento mais didático do que ocorre no corpo de um diabético:
"1º)Quando a glicose liga-se àqueles receptores químicos, ela inibe um tipo de receptor do sistema imune chamado de lectina tipo C, que por sua vez deveria se ligar ao açúcar presente na bactéria fúngica.
2º) Com isso, você se torna alvo fácil para todos os tipos de doenças inflamatórias crônicas.
3º) Outros tipos de lectinas tipo C afetadas são receptores da superfície da célula imune que são importantes para circulação e sistema vascular saudáveis. Se forem inutilizadas, você está sujeito a complicações cardiovasculares e renais." (Minha saúde online; 29, Nov.2015).

Referências:
HIGH Glucose Disrupts Oligosaccharide Recognition Function Via Competitive
Inhibition: A Potential Mechanism for Immune Dysregulation in Diabetes
Mellitus. Disponível em (Inglês): <http://wrap.warwick.ac.uk/4469/1/WRAP_Mitchell_0483251-ml-230311-imbio_final_version.pdf> Acesso em 29, Nov. 2015.

A DIABETES pode acabar com seu sistema imunológico. Disponível em: <https://www.minhasaudeonline.com.br/br/artigo/58/100436/a-diabetes-pode-acabar-com-o-seu-sistema-imune-entenda-como-e-cuide-se. Acesso em 29, Nov. 2015.

Autor: Rildo Gabriel R. Farias.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

VISUALIZAÇÃO BIOQUÍMICA DA DIABETES



MAIS UM VÍDEO ESCLARECEDOR


De maneira rápida e sucinta, este vídeo irá ilustrar uma parte do que falamos neste blog. O objetivo é esclarecer parte dos assuntos apresentados para que você leitor passe a compreender, sem erros conceituais, o mecanismo da Diabetes Mellitus do tipo 1 e 2.




>https://www.youtube.com/watch?v=E78NsX75Qgo<


Letícia de Souza Leite

INDICAÇÕES NUTRICIONAIS DADAS A UM PACIENTE DIABÉTICO


IMPLICAÇÕES DA DIABETES

O tema "diabetes" costuma gerar muita curiosidade nas pessoas a respeito do tipo de alimentação que um diabético tanto do tipo 1 quanto do tipo 2 deve ter, já que são doenças distintas. No vídeo a seguir, a nutricionista irá mencionar algumas indicações às pessoas diabéticas. Logo, é válido ressaltar a necessidade de pessoas acometidas por essas doenças procurarem os respectivos profissionais que irão direcionar uma dieta adequada para cada tipo de personalidade de acordo com a doença e poderão esclarecer qualquer tipo de dúvida.



Nutricionista: Larissa de Souza Leite Godoy
CRN: 1/7728



Letícia de Souza Leite

sábado, 21 de novembro de 2015

Diabetes Gestacional (resposta ao grupo Envelhecimento)

Durante a gestação a mulher produz diversos hormônios na placenta, principalmente o lactogênico placentário, que prejudicam a ação da insulina na captação da glicose presente na corrente sanguínea. Em resposta, as células pancreáticas passam a produzir mais insulina para suprimir essa deficiência.  Esses hormônios são produzidos em maior quantidade durante a gravidez com o aumento da placenta e voltam a níveis normais após o parto, mas em algumas gestantes os receptores da insulina estão prejudicados, o que faz com que a glicose não possa ser levada para dentro das células, mesmo com a produção ainda maior de insulina pelo pâncreas para compensar todos os outros hormônios hiperglicemiantes, causando então a diabetes gestacional na mulher.
Na maioria dos casos a gestante já possuía uma pré-disposição para a doença tendo uma deficiência nos receptores de insulina como ocorre na diabetes do tipo 2 e  assim como esse caso de diabetes, a obesidade ou sobrepeso são fatores que podem levar ao desenvolvimento da doença.
Por tanto mulheres com IMC normal possuem uma menor pré-disposição para desenvolver a diabetes gestacional. A deficiência nos receptores ligados à diabetes melitus do tipo 2 seria a causa mais provável para esse tipo de paciente desenvolver a doença, possivelmente passada de forma genética, o que também levaria a permanência dela após o parto.

Natália Araújo Alves

Referências:


Insulina

Insulina e sua secreção

Existem três tipos de insulina: a Humana (NPH e Regular), Pré-misturada e as análogas. Cada tipo de tem seu modo de agir, a insulina humana regular, por exemplo, tem um modo de ação rápida, diferentemente da insulina humana NPH que tem uma ação intermediaria que é parecida com as insulinas análogas que tem ação lenta.
                A ação das insulinas está diretamente relacionada com o modo de excreção de insulina do pâncreas. O pâncreas pode secretar a insulina de dois jeitos: bolus e basal. Pelo modo basal, a insulina é liberada constantemente pelo pâncreas. Já no modo bolus, ele secreta a insulina em grandes quantidades e não é constante. Portanto, o modo de ação intermediário e lento se associam a excreção basal e o que possui ação rápida se associa a excreção basal.

Tipo de aplicação

  • Caneta: Possuem uma dose precisa de insulina, ocorrendo uma menor chance de erro na dose do que na seringa, entretanto, são menos utilizadas devido ao custo que é mais elevado. Elas podem ser descartáveis ou não, caso ela não seja você deve comprar apenas o refil de insulina. A agulha da aplicação é sempre descartável.
  • Seringas: Tipo de aplicação mais comum. A insulina vem dentro de um frasco, do qual você retira sua dose. Pelo fato de você mesmo retirar sua dose, pode ser que ocorra um erro nas doses recomendadas. As seringas são sempre descartáveis junto com as agulhas.
  • Bombas de Insulina: É utilizado principalmente por pessoas que precisam tomar varias doses diárias de insulina. Essa bomba de insulina é um cateter que fica conectado na parte da barriga e um aparelho pequeno que controla as doses de insulina.

Como aplicar?
  1. A agulha deve estar numa posição de 90º
  2. Colocar toda a agulha na pele
  3. Aplicar
  4. Esperar alguns instantes para retirar a agulha


OBS: Sempre aplicar em lugares variados ( coxa, braço, barriga e glúteos), para evitar o aparecimento de nódulos.


Aline Gonzaga N. de Oliveira

VÍDEO ESCLARECEDOR


     No decorrer da minha pesquisa, encontrei esse vídeo que me fez entender como funciona principalmente a diabetes tipo 2, apesar da linguagem ser bem simples, ele é muito esclarecedor. O vídeo evidencia bem as causas da diabetes tipo 2, desde a não recepção de insulina pelas células receptoras, até a não funcionalidade de um das enzimas envolvidas no processo. Espero que assim como eu, vocês nossos leitores, possam entender melhor o que pode causar a diabetes tipo 2. Segue abaixo o link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM




Maria Helena De Araujo Ricardo

CURIOSIDADES

* A diabetes afeta hoje mais de 400 milhões de pessoas no mundo;
* Mulheres diabéticas apresentam mais problemas ginecológicos que as não diabéticas, como ovário policístico;
* A diabetes causa 10% das mortes por doenças cardiovasculares;
* Você sabia que pacientes com diabetes tem direito a medicação (insulina) e fitas para aferição da glicose no sangue, oferecida pelo governo? Para maiores informações entre no site: http://hiperdia.datasus.gov.br/;
* Vinho tinto pode controlar a diabetes tipo 2;
* Manchas na escuras na pele podem ser causadas pela diabetes;
* Farinha de coco faz emagrecer e controla doenças como a diabetes tipo 2;




Maria Helena De Araujo Ricardo

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

TERAPIA GENÉTICA NO TRATAMENTO DA DIABETES/ RESPOSTA AO GRUPO DE ESTATINAS

     Também conhecida por geneterapia, a terapia genética tem sido amplamente estudada nos últimos anos, por ser uma nova forma de curar doenças, principalmente as hereditárias. A geneterapia funciona com a inserção de novos genes nas células de tecidos defeituosos, essa tem sido testada em casos de diabetes tipo 1, onde o objetivo é limitar a secreção de insulina pelas células, capazes de serem transplantadas sem a ação de imunossupressores.
     Durante a realização da pesquisa, encontrei um artigo publicado na Science Translational Medicine, alegando que a terapia genica para a cura da diabetes tipo 1 consiste em levar para o fígado uma molécula capaz de induzir uma reação no sistema imune que impede a destruição das células beta, produtoras de insulina.
     Estudos revelam ainda que células do estômago e intestino podem, através de mudanças genéticas produzirem insulina. Apesar de ser um método novo e ainda estar em fase de estudos, são muitas as formas de alterar os genes e essa pode e deve ser utilizada no tratamento não só de diabetes, como também outras doenças.


http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2015/06/diabetes-na-mira



Maria Helena De Araujo Ricardo
ENPP1, IRS, CAPN 10 E GLUT 4

A Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2) é uma doença na qual a glicose plasmática encontra-se elevada devido à não funcionalidade adequada do receptor de insulina. Porém, agora iremos aprofundar nosso conhecimento a respeito deste e de outros mecanismos bioquímicos que permitem o acúmulo de glicose no sangue, levando à DM2.
Diversas enzimas, como a ENPP1, IRS, CAPN10 e GLUT4, que iremos citar mais adiante, são responsáveis por atuar no mecanismo de entrada da glicose em nossas células e quando alguma delas, por algum motivo, não desempenha sua função normal, o resultado é o alto acúmulo de glicose no sangue.
 A ENPP1 é responsável por receber a insulina. Caso esta enzima sofra uma mutação e sua função for afetada,  a insulina não conseguirá entrar na célula e consequentemente a glicose também não, por conseguinte as duas irão se acumular na corrente sanguínea. 
Outra enzima importante é a IRS, que fosforila a insulina e assim, manda um sinal para o GLUT 4,  transportador de glicose, para se locomover à membrana plasmática para o transporte de glicose do meio extracelular ao intracelular, para assim ser metabolizada.  Se esta enzima não funcionar corretamente, o acúmulo de glicose no sangue será inevitável, visto que o transportador de glicose não estará recebendo o sinal para o desempenho normal de sua função. 
Já a CAPN10 é responsável por decompor gordura, se houver uma grande quantidade de gordura na corrente sanguínea, esta enzima não conseguirá desempenhar o seu papel e os receptores de insulina e os transportadores de glicose serão obstruídos com a grande quantidade de gordura, o que impedirá a passagem de insulina e glicose para o meio intracelular, resultando em uma hiperglicemia, além de uma alta concentração de insulina e gordura. 
Já o GLUT 4 quando não consegue desempenhar sua função, não permitirá o ingresso de glicose, como ocorre nos diabéticos do tipo 2 que são magros (são exceção haja vista que a DM2 costuma estar presente em pessoas acima do peso), visto que a glicose não consegue ser transportada para o tecido adiposo, permanecendo em alto nível no sangue. 
Agora, você já entende mais a fundo como a Diabetes Mellitus do tipo 2 é ocasionada. 


Letícia de Souza Leite

REFERÊNCIAS
 https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM

domingo, 15 de novembro de 2015

Sintomas

                Na diabetes existem quatro tipos de sintomas clássicos: a poliúria, a polidipsia, a polifagia, e a perda de peso. Na DM1 (Diabetes Mellitus tipo 1), esses sintomas aparecem de maneira mais rápida/intensa. Já no DM2 (Diabetes Mellitus tipos 2), o aparecimento desses sintomas aparecem de forma mais gradativa.
  • Poliúria: É quando uma pessoa urina muito, e faz isso várias vezes ao dia. Este sintoma ocorre devido ao alto nível de açúcar no sangue, logo, ele precisa ser eliminado pelos rins. Geralmente ela vem acompanhada da polidipsia.
  • Polidipsia: É um sintoma que causa uma sede excessiva na pessoa.
  • Polifagia: Uma pessoa que tem polifagia, começa a sentir muita fome, portanto, começa a ingerir muita comida.

Na DM, além dos sintomas clássicos, é possível aparecer outros tipos de sintomas como, por exemplo: a fadiga, fraqueza, letargia, balanopostite, prurido cutâneo e vulvar e infecções de repetição.
  •   Letargia: Perda de sensibilidade
  •   Balanopostite: Uma inflamação no pênis, mais especificamente, no prepúcio.
  •   Prurido cutâneo e vulvar: São coceiras na vagina e na pele, decorrentes de alguma irritação.
  •   Infecções de repetição: Ter a mesma infecção várias vezes. A infecção que mais ocorre é a infecção urinária, principalmente nas mulheres.


Aline Gonzaga N. de Oliveira


Unidades de insulina

     Se você conhece alguém que faz uso do insulina, com certeza já ouviu falar em unidades de insulina, caso não conheça essa é a oportunidade de entender como se dá a medicação. A insulina comercializada no Brasil atualmente são todas de U-100, o que significa dizer que existem 100 unidades de insulina por mililitro (ml) de liquido no frasco. Para se ter uma noção, o consumo médio de insulina para as primeiras aplicações em um paciente de 60 kg está por volta das 24 unidades diárias. É bom lembrar que esse medicamento deve ser consumido com total orientação de um profissional da saúde.




Caso você ainda esteja em dúvidas a respeito de como se dá a medicação, segue abaixo 2 exemplos de como devem ser feitos os cálculos para a aplicação.
Exemplo 1
Prescrição Médica 20 UI de insulina NPH rotulado 100 UI/ml e seringa de insulina graduada 100 UI/ml.
Devo aspirar na seringa de insulina até a demarcação de 20 UI.
Neste caso é bastante tranquilo, pois tanto o frasco como a seringa tem a mesma relação unidades/ml; isto significa que o frasco tem a apresentação 100 UI/ml e a seringa também tem esta apresentação.
Quando tivermos frascos com a apresentação diferente da graduação da seringa ou ainda quando não existir seringa de insulina na unidade, utilizaremos uma “formula”. Será necessário o uso de seringas hipodérmicas de 3 ou 5 ml.

Exemplo 2
Utilizando o mesmo exemplo de uma prescrição de 20 UI de insulina NPH, tendo o frasco de 100 UI/ml, porém na unidade só temos seringas de 3 ml



Devo aspirar 0,2 ml na seringa utilizada (3 ou 5 ml).


Fotes: http://www.brasilmedicina.com.br/especial/endo_t1s7.asp;
            http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/insulina;

           http://portaldaenfermagem.com.br/plantao_read.asp?id=1031.


Maria Helena de Araujo Ricardo



Diabetes Neonatal

A maioria dos casos de diabetes Neonatal, sendo monogênica (leia "Diabetes Monogênica"), se dá pela mutação do gene KCNJ11 que regula os canais sensitivos de potássio-ATP (K-ATP) que se expressam na superfície das células betas do pâncreas controlando a liberação de insulina. O canal funciona da seguinte forma:


A liberação de potássio (K) pelo canal é dependente de ATP, com o baixo consumo de glicose ocorrerá uma baixa na produção desses ATP na respiração celular, ou seja, uma maior relação de ATP/ADP no citoplasma o que ocasiona no fechamento desse canal e consequentemente a despolarização da membrana celular. Ela permite que o canal por onde ocorre a entrada de cálcio (Ca²) se abra e o aumento desse cálcio dentro do citoplasma estimula a secreção da insulina. A mutação desse gene faz com que esses canais de potássio permaneçam abertos, independente da produção de ATP e impedem a secreção da insulina.
Com ocorrência nos primeiros 6 meses de vida (após esse período a causa mais comum dos sintomas é a Diabetes Melito tipo 1), a Neonatal é uma  variação rara da diabetes e atinge cerca de 1 em 500.000 recém nascidos, sendo que seus principais sintomas são desidratação, hiperglicemia, acidose metabólica e cetonúria ausente ou leve.
A diabetes Neonatal pode ser classificada de duas formas: transitória o caso mais comum, se dá quando após alguns meses de tratamento ocorre a remissão da doença, mas seu retorno na fase adulta é quase sempre certo, e a permanente.
No tratamento da doença é usada insulina, mas estudos feitos recentemente mostram que o uso de sulfonilurea ocasiona no fechamento dos canais de potássio, independente do ATP, o que resulta na liberação da insulina.
Um médico chamado Hattersleys com o objetivo de avaliar os efeitos desse medicamento, usou como tratamento para diabetes em 49 pacientes, entre 3 meses e 36 anos de idade, a sulfonilurea. Seu estudo mostrou que desses, 44 foram capazes de continuar o tratamento sem o uso de insulina.


Natália Araújo Alves

Referências:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302008000200005
http://www.saudeemmovimento.com.br/revista/artigos/diabetes_clinica/v5n2_neonatal.pdf
https://www.diabetes.org.uk/Guide-to-diabetes/What-is-diabetes/Other-types-of-diabetes/Neonatal-diabetes/
http://www.niddk.nih.gov/health-information/health-topics/Diabetes/monogenic-forms-diabetes-neonatal-diabetes-mellitus-maturity-onset-diabetes-young/Pages/index.aspx

sábado, 14 de novembro de 2015

Diabetes MODY

Entre as diabetes monogênicas (já discutida anteriormente no blog nesse artigo: “DiabetesMonogênica”), a diabetes MODY, sigla do inglês Maturity Onset Diabetes of the Young, que em tradução livre significaria início maduro da diabetes no jovem, é um dos exemplos mais comuns. Passada de forma hereditária trata-se de uma doença rara que atinge jovens de até 25 anos. Diagnósticos feitos após os 30 anos são casos de diagnósticos tardios e muita vezes tratados como uma Diabetes Mellitus do tipo 2.
Hoje são conhecidas 11 variações desse tipo de diabetes onde 6 dessas são mutações genéticas em genes presente dentro do núcleo das células betas do pâncreas. Esses genes geralmente estão ligados ao processo de produção ou liberação do hormônio da insulina.

- HNF1α (MODY 3)

O gene HNF1α, do inglês Hepatic Nuclear Factor 1 alpha (Fator 1-alfa nuclear de Hepatócito)  é um gene responsável pela transcrição de vários outros genes entre eles o da insulina. Ainda não se sabe ao certo como, mas a mutação do HNF1α que origina a doença prejudica a produção do hormônio. Durante a infância os níveis de insulina não são bastante prejudicados, mas ao longo dos anos sua ação vai se tornando mais visível principalmente durante a fase adulta. Os níveis de insulina no sangue vão se tornando menor enquanto, consequentemente o paciente se torna hiperglicêmico. Representa cerca de 70% dos casos de MODY.

- Glicoquinase (MODY 2)

A Glicoquinase é uma enzima importante no processo de catalisação da glicose. Seu principal papel é transformar esse açúcar em glicose 6-fosfato através de um processo de fosforalização. Por apresentar uma baixa afinidade com a glicose, a Glicoquinase é usada para controlar o fluxo de entrada do açúcar e a saída de insulina. Com a mutação do gene no caso de MODY 2, essa afinidade se torna ainda menor tornando mais difícil a entrada de glicose nas células. Pacientes com esse tipo de diabetes apresenta uma taxa maior de hiperglicemia principalmente após as refeições. Representa cerca de 12,5% dos casos de MODY.

- HNF4α


O gene HNF4α tem o papel de transcrever o gene HNF1α citado anterior mente, além de ajudar na secreção da insulina. A mutação nesse gene leva à vários problemas em sequencia pela sua ligação com o gene HNF1α, apesar do seu importante papel representa bem menos casos em relação à MODY 3 e 2.

Diagnóstico


Os sintomas dos pacientes com a diabetes MODY são bastante parecidos com os casos de diabetes do tipo 2 (leia o artigo do blog que fala sobre o assunto: "Sintomas"), como a hiperglicemia mesmo com a produção de insulina, em alguns casos ela é menor. Sede constante, vontade de ir ao banheiro constantemente. Para que o seu diagnóstico seja feita de forma correta algumas coisas precisam ser obervadas:

- Idade a baixo de 25 anos.
- Histórico de diabetes na família por no mínimo duas gerações seguidas.
- Produção de insulina, mesmo que seja baixa.

O diagnóstico definitivo da doença é feito a partir de exames de sangue para medir os níveis de anticorpos pancreáticos e peptídeo-C ligados à produção de insulina, além do exame de teste genético, um exame caro e complicado, mas que pode levar à uma conclusão definitiva sobre a doença do paciente.

Tratamento


 O tratamento pode variar de acordo com os sintomas e o tipo de MODY que o paciente apresenta. Na maioria dos casos o tratamento usado é o mesmo passado para diabéticos do tipo 2, variando na medicação, com dieta balanceada para controlar os níveis de glicose no sangue e exercício físico para evitar futuras complicações.

Natália Araújo Alves

Referências:

http://www.spd.pt/index.php/o-que--a-diabetes-tipo-mody-mainmenu-164
http://www.diabeticool.com/diabetes-mody/
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302002000200012&script=sci_arttext
https://www.diabetes.org.uk/Guide-to-diabetes/What-is-diabetes/Other-types-of-diabetes/MODY/
http://monogenicdiabetes.uchicago.edu/what-is-monogenic-diabetes/mody-maturity-onset-diabetes-of-the-young/
http://www.alvaro.com.br/exame/visualizar/diabetes-mellitus-mody-1-hnf4a-sequenciamento-mody1
http://www.diabetesgenes.org/content/hepatic-nuclear-factor-1-alpha-hnf1a
http://www.diabetesgenes.org/content/glucokinase
http://www.diabetesgenes.org/content/hepatic-nuclear-factor-4-alpha-hnf4a
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11058894

Pesquisa feita pelo grupo na UnB (Universidade de Brasília)

     A diabetes afeta hoje mais de 382 milhões de pessoas no mundo, só no Brasil a população diabética ultrapassa os 12 milhões. Com o objetivo de mostrar que a diabetes está bem próxima de nós, e com certeza você conhece alguém que tenha essa doença o grupo foi aos arredores da UnB (Universidade de Brasília), realizar uma pesquisa bem simples com apenas 3 perguntas, são elas: Você tem diabetes?; Algum familiar tem diabetes?; Algum amigo/ conhecido tem diabetes? E o tipo.
A pesquisa foi realizada com 106 pessoas de ambos os sexos e de idades entre 18 e 40 anos, segue abaixo a tabela com os dados coletados.

Familiares
Sim
Não
63
43
106

Conhecidos
Sim
Não
52
54
106

Tipos (Familiares)
1
2
Não soube informar
6
22
35
63

Tipo (Conhecidos)
1
2
Não soube informar
13
7
32
52







     Apesar de nenhum dos entrevistados possuir diabetes, ou não souberam informar, podemos concluir que a diabetes é uma doença de preocupação mundial, e do total de entrevistados aproximadamente 67% apresentam histórico de diabetes na família, sendo a maioria do tipo 2, o que só confirma a complexidade da diabetes. Convidamos agora, vocês, nossos leitores para realizar essa pesquisa e caso você tenha histórico de diabetes na família é bom realizar exames regularmente para avaliar as taxas glicêmicas, pois sabemos que as chances de ocorrência da diabetes em pessoas com histórico familiar da doença é mais propensa o desenvolvimento, lembramos ainda que o diagnóstico precoce é determinante no agravamento e tratamento da diabetes.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.

Maria Helena de Araujo Ricardo

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Diabetes e doenças vasculares

Diabetes e doenças associadas
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 10% da população adulta brasileira seja diabética. Destes, 41% tomam medicamentos, 29% fazem apenas dieta, 23% não seguem nenhum tipo de tratamento e 7% dependem de insulina.
Algumas complicações no corpo são agravadas pela diabetes, principalmente com o passar dos anos, onde elas ficam mais graves quando as taxas de glicemia estão descontroladas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças provenientes da diabetes podem ser classificadas em macro e micro vasculares. As microvasculares são as que causam danos pequenos nos vasos sanguíneos como nervos, olhos e rins. As macrovasculares já englobam as doenças cardíacas e dificuldade do fluxo de sangue para extremidades do corpo.
As doenças cardiovasculares e o entupimento de artérias, podem vir a ser dificultados se o portador da doença possuir um estilo de vida saudável. Alguns fatores como a má alimentação, falta de exercícios físicos regulares tem de ser mudados. Cuidados com a dieta são imprescindíveis, porque podem proteger o pâncreas e evitar o esgotamento da capacidade de produção de insulina. A diabetes tipo II é a que oferece maior chance de aparecimento de doenças cardiovasculares.

Complicações microvasculares 
Retinopatia diabética: A retinopatia é a alteração nos vasos da retina, causada pelas altas taxas de glicemia. Devido a isso, todo o paciente que possuir diabetes, seja ela tipo um ou dois e possuir altas taxas de glicemia por mais de cinco anos, deve fazer o exame de fundo de olho (fundoscopia), todos os anos. Essa adversidade é uma das causadoras de catarata e glaucoma.

Nefropatia diabética: Causada pela elevação da glicose no sangue e associada a danos dos vasos sanguíneos menores, é uma das principais causadoras de insuficiência renal e hemodiálise no Brasil. Pode ser diagnosticada pelos níveis de proteína presentes na urina, porém, no início, seu diagnóstico pode ser comprovado por aumentos excessivos de albumina na urina.

Neuropatia diabética: Caracteriza-se pelo comprometimento de fibras nervosas, podendo manifestar-se em diversas formas. A redução da sensibilidade ou sensação de formigamento em mãos e pés, são alguns dos males advindos da complicação nos nervos. Com a falta de sensibilidade, lesões simples em regiões do corpo, podem passar despercebidas e podem vir a gerar infecções devido ao sistema imune enfraquecido.

Complicações macrovasculares 
Aterosclerose: A aterosclerose é a condição que causa a maior parte das complicações macrovasculares em diabéticos, porque as placas de gordura e outras substâncias (cálcio, tecido fibroso) depositadas nas paredes das artérias restringem o fluxo sanguíneo, causando sérios problemas de saúde e até óbito.

Doença arterial periférica: Promove o estreitamento e o endurecimento dos vasos sanguíneos, principalmente dos membros inferiores, onde, reduz o fluxo sanguíneo nessas áreas, podendo até, causar lesões nos nervos e outros tecidos do corpo.

Doença carotídea: Ocorre quando há estreitamento ou bloqueio das artérias do pescoço, ou da artéria carótida, cuja quais, levam o sangue o sangue para o cérebro. Essas obstruções podem vir a causar acidentes vasculares cerebrais (AVCs), também conhecidos como derrame cerebral ou isquemia cerebral. 

Doença arterial coronariana: Semelhante a doença carotídea, a doença arterial coronariana é causada por crescimento de placa aterosclerosa, gordura e compostos ceráceos, na parte interna das veias ligadas ao coração. Esta placa obstrui o fluxo de sangue nas artérias, tornando-as irregulares e enrigecidas. Para isso dá-se o nome de endurecimento de artérias.

No Brasil, as doenças cardiovasculares estão entre as causas de morte mais comuns, logo, prevenindo o aparecimento da diabetes, é um grande passo para evitar o aparecimento dessas doenças. O tabagismo, excesso de peso, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras, e histórico de diabetes na família são fatores que pedem um acompanhamento sucinto e mudança de hábitos para a prevenção. Esses procedimentos reduzem cerca de 60% de chance de desenvolver diabetes.


Referências:

COMPLICAÇÕES do diabetes. Disponível em <http://www.minhavida.com.br/saude/temas/complicacoes-do-diabetes>. Acesso em 9 nov. 2015.

DIABETES é uma das principais causas para doenças no coração. Disponível em <http://coracaoalerta.com.br/fique-alerta/diabetes-e-uma-das-principais-causas-para-doencas-no-coracao/>. Acesso em 9 nov. 2015.

A DOENÇA arterial coronariana é um problema grave no brasil. Disponível em <http://www.medtronicbrasil.com.br/your-health/coronary-artery-disease/index.htm>. Acesso em 17 de nov. 2015.

ANEURISMA da aorta abdominal, artérias carótidas, varizes... Cirurgia vascular e endovascular. Disponível em <http://www.drcardozo.com.br/saiba_vasculares01.html>. Acesso em 17 de nov. 2015.

Por: Rildo Gabriel R. Farias

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Caso clínico: O agravamento da diabetes tipo 2, levou a diabetes tipo 1.

     Durante a realização da pesquisa feita nos arredores da UnB ( Universidade de Brasília), (pesquisa essa, que logo será divulgada no blog. Aguardem!!) o grupo conheceu Maria Verônica da Silva Ferreira Grinaldi, uma senhora com um caso raro de diabetes, onde a diabetes tipo 2 se transformou em diabetes tipo 1. Em uma conversa breve, ela nos contou como se deu o  processo de descoberta da doença até o atual tratamento. Há 20 anos atrás, aproximadamente, quando Maria tinha seus 35 anos, se queixava de dores no corpo e cansaço excessivo, além de ganho de peso ( peso anterior: 50kg; Quando descobriu a doença: 107kg) procurou um especialista e o diagnóstico foi de diabetes tipo 2, porém o estágio já era avançado e o pâncreas pouco produzia insulina, a partir daí, a paciente fez tratamento por aproximadamente 3 anos com metformina e diamicron, porém os exames revelavam piora no caso, o que levou a total incapacidade de funcionamento do pâncreas, ou seja, já não havia mais a produção de insulina, tornando assim um caso de diabetes tipo 1, os médicos dizem se tratar de diabetes hereditária.
     Hoje em dia, Maria complementa os medicamentos metformina e diamicron com doses diárias de insulina (25 unidades), faz acompanhamento periódico com endocrinologista e nutricionista, afirma ainda, que se tivesse descoberto precocemente a doença, teria sido mais fácil o tratamento e não teria causado os danos que lhe causou, entre eles, aumento no tamanho dos rins e sistema nervoso alterado, diz também que uma alimentação balanceada, e controlada a ingestão de alimentos ricos em glicose, é possível manter uma saúde mais saudável.





Maria Helena de Araujo Ricardo

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CIRURGIA BARIÁTRICA

 É uma cirurgia feita  especialmente para pessoas que possuem problema com obesidade.
Com o tempo, foi possível perceber que essa cirurgia além de ajudar as pessoas a perde peso ajudava no controle de algumas doenças, mas, principalmente a diabetes tipo 2.
Segundo estudos, 3568 pacientes que fizeram essa cirurgia e eram diabéticos, 82% a 98% tiveram uma melhora na doença.
Nesta cirurgia, o paciente faz uma restrição gástrica do qual o leva a ter uma maior saciedade, ou seja, ele começa a diminuir na quantidade dos alimentos nas refeições. Além disso, ocorre a exclusão do tubo digestivo proximal. Sem esse tudo nosso organismo faz uma má absorção dos nutrientes.

Diversos estudos indicam que é a exclusão do tubo digestivo que ajuda no controle da diabetes tipo 2. Entretanto, outros estudos dizem que ele não ajuda nesse controle, quem ajuda é o intestino distal. 


Aline Gonzaga N. de Oliveira

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Diabetes Monogênica

Diabetes dos tipos 1 e 2 as mais conhecidas pelo público não são as únicas existentes atualmente (você pode aprender mais sobre elas nesse artigo do blog: "Diabetes Mellitus tipo 1 e 2"). A Diabetes Monogênica, considerada por muitos uma forma errada de se chamar essa doença, pois apresentar diferenças bastante discrepantes da Diabetes Mellitus, trata-se de uma forma rara da doença que, como o nome já diz (mono=um, gênica=gene), está ligada à um único gene que sofre uma ou várias mutações que prejudicam a produção do hormônio insulina (leia "Insulina e sua Secreção") e a absorção da glicose presente na corrente sanguínea e em casos mais graves a resistência a esse hormônio. Essas mutações impedem que o gene não funcione ou, algumas vezes, seja traduzido erroneamente. Na maioria dos casos essa doença ocorre de forma hereditária, mas em situações mais raras o gene pode sofrer mutações espontaneamente.

A Diabetes monogênica está presente principalmente em crianças e jovens de até 25 anos de idade e corresponde de 1 a 5% dos diabéticos nessa faixa etária (dados retirados do site “National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases”). Por apresentar sintomas parecidos com as conhecidas Diabetes tipo 1 e 2, essa variação da doença regulamente é diagnosticada de forma errada levando pacientes à usarem medicamentos inadequados que podem variar de acordo com seus sintomas e o tipo de diabetes monogênica que ele apresenta.

Natália Araújo Alves

Referências:

http://monogenicdiabetes.uchicago.edu/what-is-monogenic-diabetes/
http://www.diapedia.org/other-types-of-diabetes-mellitus/41040851179/monogenic-diabetes
http://www.niddk.nih.gov/health-information/health-topics/Diabetes/monogenic-forms-diabetes-neonatal-diabetes-mellitus-maturity-onset-diabetes-young/Pages/index.aspx

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

DIABETES MELLITUS DO TIPO 1 E 2


Grande parte da população entende Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2) como uma evolução da Diabetes Mellitus do tipo 1 (DM1), porém esta é uma concepção equivocada, visto que elas têm fisiopatologias distintas, além de um tipo acometer pessoas magras e o outro, pessoas acima do peso, na maioria dos casos. Portanto, o objetivo aqui é esclarecer os conceitos e diferenças entre DM1 e DM2, apresentando, do ponto de vista bioquímico, definições básicas para a compreensão destes conceitos.

O QUE É A DIABETES?

Para dar início ao esclarecimento, faz-se necessário elucidar a ideia de diabetes. Logo, esta é uma doença a qual consiste em um excesso de glicose na corrente sanguínea, o que afeta diretamente a homeostase do organismo. Basicamente, isso ocorre devido à insulina, um hormônio peptídeo, ser impedida de realizar uma de suas funções, que seria encaminhar a glicose consumida para dentro de órgãos como o cérebro, o qual necessita constantemente de glicose; o fígado, que provavelmente você já ouviu como sendo um dos órgãos mais importantes para o metabolismo; os músculos e para o tecido adiposo. Um dos seus questionamentos após a leitura deste parágrafo, pode ter sido como a insulina carreia a glicose para dentro da célula. O outro pode ter sido a respeito da utilidade da descrição do papel insulínico diante a caracterização da DM1 e DM2.

A INSULINA 

Quanto aos seus questionamentos, agora vêm as respostas. Primeiramente, deve-se notar que a insulina, como um hormônio peptídeo, é liberada pelo pâncreas, mais especificamente pelas células beta. A glicose quando entra nas células beta por meio do transportador de glicose (GLUT 2), é fosforilada, logo passa a ser glicose-6-fosfato. Com a maior interação entre o ADP e o ATP, os canais de potássio se fecham, despolarizando o meio intracelular, e consequentemente os canais de cálcio se abrem fazendo com que a insulina migre para o meio extracelular.
Explicada a maneira com que a insulina chega ao espaço extracelular, pode-se explicar o mecanismo utilizado por ela para a entrada de glicose nas células e a importância deste para a compreensão da diabetes mellitus. A insulina se liga a receptores, os quais possuem duas subunidades alfa e duas beta, que permeiam a membrana celular e chegam ao citoplasma. Quando o hormônio peptídeo se conecta ao receptor, ocorre uma emissão de sinal pela autofosforilação da célula beta, a qual se transforma em uma quinase que irá fosforilar outras enzimas presentes, ativando ou inativando-as. Quando há a ativação da enzima PI-3-quinase, o transportador de glicose (GLUT 4) é ativado e se move para a membrana, permitindo a entrada de moléculas de glicose para o meio intracelular.

A INSULINA E A DIABETES

Por conseguinte, após a explicação do funcionamento da insulina, faz-se necessário esclarecer a incidência desse procedimento nas diabetes mellitus do tipo 1 e 2. Na DM1, a insulina é impedida de atuar porque não é produzida, visto que as células beta pancreáticas das ilhotas de langerhans são destruídas. Como isso ocorre? Os anticorpos são estimulados a fagocitarem as células beta, por vê-las como antígenos ao organismo, e por isso a DM1 é vista como uma doença autoimune. Essa alteração ocorre por uma predisposição genética ou por um estímulo ambiental, como uma infecção viral; porém diversos estudos, como os da vitamina D e do leite de vaca, já foram realizados para descobrir os fatores que ocasionam tal destruição de células beta.
Já na Diabetes Mellitus do tipo 2, existem diversos meios de resistência à insulina, em um deles, ela tem sua ação bloqueada pela alteração de receptores insulínicos, e assim, o hormônio peptídeo é impedido de se ligar ao receptor e dar início à cascata de sinalização para o GLUT 4 transportar a glicose plasmática para o meio intracelular. Diante disso, os portadores de DM2 são ditos como resistentes à insulina. Alguns estudos comprovaram que a obesidade e a hipertensão são causadores significativos dessa resistência à insulina, além da genética.


 Letícia de Souza Leite